Clínica Dom Guanella

Semana Internacional da Tireoide – Tema: Tireoide e Gestação

Pessoal, começou ontem, dia 20 de maio, a Semana Internacional da Tireoide. Neste ano, a mobilização segue até o dia 25 de maio com o tema Tireoide e Gestação. É por isso que vamos tratar sobre o assunto no decorrer da semana, desde sua importância até complicações oriundas de disfunções da glândula. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Você sabe por que os hormônios da tireoide têm papel tão essencial na gravidez? Já sabemos que o funcionamento harmônico da glândula tem relação direta com as reações e todos os processos que ocorrem no organismo. Na gravidez, é normal que a mulher tenha uma hiperfunção da glândula, causada pela interação com o beta-HCG, hormônio produzido na gravidez. Desde que essa hiperfunção esteja dentro dos índices considerados aceitáveis, não há problema.

Enquanto alguns médicos defendem levar em consideração apenas gestantes de risco, muitos defendem realizar um rastreamento universal para acompanhar qualquer alteração. Mulheres que engravidam com mais de 30 anos e que têm histórico familiar ou pessoal de doença tireoidiana devem ter ainda mais atenção. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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🔸 Afinal, o que é tireoide?

A tireoide é uma glândula que fica na região anterior da base do pescoço. Sua principal função é produzir dois hormônios: o triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4), que estimulam o metabolismo em todas as reações que asseguram os processos bioquímicos do organismo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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🔸 A campanha

Segundo o Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a campanha tem como objetivo orientar e chamar a atenção da população sobre as principais disfunções tireoidianas, em especial, das gestantes. Diversas ações acontecem em todo o país para orientação e esclarecimento sobre os principais problemas que ocorrem com a glândula durante a gravidez.

Dra Eline Dias Pereira – Endocrinologista

CRM 37.056

Biotina e a função tireoidiana

Consumida como suplementação para melhorar cabelos, pele e unhas, a biotina vem sendo amplamente prescrita por profissionais da saúde.
No entanto, isso pode trazer alterações nos exames da tireoide. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Antes disso, vamos saber o que é biotina: ⠀
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A biotina é uma vitamina do complexo B, também conhecida como vitamina B7. Ela é hidrossolúvel e produzida no intestino pelas bactérias e por meio da alimentação, relacionada no metabolismo de gorduras, carboidratos e proteínas. A ingestão diária recomendada (IDR) é de 30 a 70 microgramas por dia. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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O que acontece ao tomar suplementos ou polivitamínicos com biotina é justamente o exagero da IDR: as concentrações da substância nos produtos são cerca de 100 vezes maiores. 

Essa concentração excessiva pode interferir em testes de função tireoidiana, inclusive em pessoas com a função da glândula saudável. Na maioria dos casos, há a simulação de hipertireoidismo, com valores de TSH baixos e níveis de T4 livre elevados. No entanto, em alguns casos também pode ocorrer o aumento dos níveis de TSH. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Sempre consulte seu médico endocrinologista antes de ingerir suplementações no dia a dia. 
Dra. Eline Dias – Endocrinologista – CRM 37.056

LUGOL

Você usa ou já usou lugol sem a prescrição de um médico endocrinologista?
Se a resposta for sim: PARE!
Esta solução à base de iodeto de potássio pode trazer sérios riscos à saúde quando usada de forma incorreta. A tireoide é a principal parte do corpo afetada pela sobrecarga que recebe.
O lugol tem sido propagado na internet como um remédio que “cura tudo”, o que não tem nenhuma base científica ou de segurança. Muitos pseudomédicos estão indicando o uso da solução como uma fórmula mágica e isso é grave.
Apenas uma gota de lugol contém 6 miligramas de iodo, um exagero para qualquer adulto saudável, que necessita de 0,1 a 0,25 miligrama de iodo.
As informações que circulam pela internet indicam de seis a nove gotas de lugol. O resultado? Sérias e até irreversíveis alterações na tireoide. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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⚠Não compartilhe vídeos, fotos ou textos que incentivam o uso de lugol como algo mágico. Denuncie quem não tem formação para prescrever o uso.
Dra. Eline Dias Pereira – Endocrinologista

Você conhece o papel da PAAF na avaliação dos nódulos da tireoide?

A punção aspirativa com agulha fina (PAAF) é caracterizada por ser um procedimento simples em que se introduz uma agulha muito fina no nódulo de tireoide.

Através da aspiração são retiradas algumas células que serão analisadas no microscópio.

Esse método tem a função de avaliar o quadro, e pode ser feito com ou sem anestesia.

A regional gaúcha da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM RS traz informações importantes sobre o preparo, riscos e resultados do procedimentos. Confira: ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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🔶 Qual o preparo necessário para a realização da PAAF?

A PAAF é um procedimento muito simples, sem necessidade de grande preparo.

Não é necessário jejum e o paciente é liberado para as atividades normais logo após. Em alguns pacientes que estão fazendo uso de anticoagulantes ou de aspirina pode ser necessária a suspensão desses medicamentos alguns dias antes para se evitar sangramento. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

🔶 Quais são os riscos da PAAF?

A PAAF é um procedimento muito seguro.

Eventos adversos graves são muito raros. As complicações mais frequentes são dor e desconforto leves no local da punção e hematomas. ⠀⠀⠀⠀

 

Dra. Eline Dias Pereira – Endocrinologista⠀⠀⠀⠀⠀

ENDOCRINOLOGIA

Muito tem-se falado no fantástico mundo da ENDOCRINOLOGIA, mas, afinal, o que vem a ser essa especialidade médica?

Para falar em endocrinologia, temos que começar falando sobre #hormônios. Hormônios são substâncias secretadas por algum órgão (glândula) que causam efeito em outro órgão (ou, por vezes, no mesmo órgão). Um complexo sistema de transportadores levam os hormônios exatamente onde eles devem agir. Quando ocorre algum problema na produção (que pode estar aumentada ou diminuída), no transporte ou na ação dos hormônios, ocorrem as doenças e disfunções tratadas pelo endocrinologista. Muito legal, não?

Dentre as doenças tratadas pelo médico endocrinologista estão o #Diabetes, a #Obesidade, a #Osteoporose, as alterações na #Tireóide, nas #Paratireóides, nas #Adrenais, na #Hipófise e os  distúrbios dos hormônios sexuais masculinos e femininos.

Agende sua consulta com a Endocrinologista Dra Eline Dias Pereira CRM 37.056, para maiores informações.

Colesterol

No dia 8 de agosto comemoramos o Dia Nacional de Controle ao Colesterol, por isso, durante todo o mês de agosto a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Sociedade Brasileira de Cardiologia promovem eventos para conscientizar a população dos riscos de ter o colesterol sanguíneo elevado. Esse alerta se faz necessário porque o aumento do colesterol está relacionado ao desenvolvimento de doenças como infarto agudo do miocárdio e
acidente vascular cerebral (AVC).

O colesterol é um componente essencial para o funcionamento do corpo humano, e fundamental para a produção de hormônios como o cortisol, a testosterona e o estrogênio, além de vitamina D e ácidos biliares.

As principais proteínas transportadoras do colesterol são as LDL-colesterol, que são conhecidas como “mau colesterol” porque, quando em níveis elevados no sangue, depositam o excesso de colesterol na parede dos vasos sanguíneos, formando placas gordurosas que os estreitam, dificultando a passagem sanguínea e possibilitando que as mesmas se rompam, formando trombos (coágulos) e, assim, doenças como o infarto e o AVC.  Já as proteínas HDL- colesterol, bom colesterol”, o removem das paredes das artérias, promovendo assim uma “limpeza”
dos vasos sanguíneos.

Dentre os fatores envolvidos no aumento dos níveis de colesterol estão a genética, doenças (como hipotireoidismo) e erros alimentares.

Histórico familiar de doenças cardíacas, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes e demais comorbidades podem mudar o alvo de valores de colesterol em relação aos apontados pelos laboratórios como normais para cada faixa etária.

O tratamento envolve principalmente a melhora do padrão alimentar (baixo consumo de açúcar e de gorduras saturadas, ausência de gordura trans, consumo adequado de gorduras mono e polinsaturadas, grãos integrais, fibras, frutas e hortaliças), realização de atividades físicas e, quando necessário, o uso contínuo de medicamentos que agem aumentado a captação do colesterol no sangue.

 

Endocrinologista Dra. Eline Dias Pereira – Membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Diabetes

Quando não há insulina suficiente ou quando a insulina não consegue agir corretamente, a glicose fica impossibilitada de entrar nas células, permanecendo em excesso no sangue e levando a um estado de “intoxicação” no organismo. Essa intoxicação pode afetar diversos órgãos, tais como os olhos (ocasionando a oftalmopatia diabética, que pode evoluir com cegueira), os nervos periféricos (causando neuropatia diabética, que diminui a sensibilidade dos membros e dificulta a cicatrização de feridas, podendo levar a amputações), os nervos pélvicos (podendo causar disfunção erétil masculina), as arteríolas dos rins (gerando a nefropatia diabética, que pode evoluir com perda da função renal e a necessidade de hemodiálise) e as artérias que levam sangue ao cérebro e ao coração (aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral).

O diabetes é uma doença ainda sem cura, mas que pode ser controlada. O primeiro passo é o diagnóstico, já que metade dos pacientes que tem a doença ainda não sabe que tem. O segundo passo é ter os cuidados adequados com a dieta (menor consumo de doces e carboidratos) e ter um programa de atividade física regular. O terceiro passo é o uso correto e contínuo das medicações, que agem aumentando a quantidade de insulina circulante e melhorando sua capacidade de ação.

Ao invés de DICAS, sugiro SINAIS DE ALERTA:

É uma doença assintomática, mas, alguns pacientes podem apresentar:

– aumento da fome e da sede, aumento da quantidade de urina

– perda de peso

– formigamento nos dedos das mãos e dos pés

– dificuldade para ter ou manter ereções

– dificuldade para enxergar

– lesões de difícil cicatrização

Dra Eline Dias Pereira – Médica Endocrinologista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

CRM 37.056 – RQE 30.991.

Alterações na função tireoideana

A tireoide é uma glândula localizada na região anterior e inferior do pescoço. Ela secreta hormônios que ajudam na regulação da função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Ela atua no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração, no humor, no controle emocional e do colesterol.

Diversas condições podem alterar a quantidade de hormônios produzidos e liberados pela tireóide, tanto aumentando quanto diminuindo sua quantidade. Quando há redução dos hormônios tireoideanos é estabelecida uma condição chamada de HIPOTIREOIDISMO, que pode causar sintomas como cansaço, fraqueza, queda de cabelo, constipação e sonolência, assim como pode ser completamente assintomática. A produção aumentada desses hormônios leva ao HIPERTIREOIDISMO, podendo causar palpitação, sudorese, insônia, diarreia e perda de peso. Como diversas outras patologias clínicas podem ter sintomas semelhantes aos decorrentes das disfunções da tireóide, se faz necessária a análise de exames de sangue pelo médico endocrinologista para elucidar a situação.

 

Dra. Eline Dias Pereira – Endocrinologista CRM 37056

 

Obesidade

A obesidade vem aumentando no mundo todo, em ambos os sexos e em todas as faixas etárias.  24,4% das mulheres e 16,8% dos homens Brasileiros são portadores de obesidade (Índice de Massa Corporal – IMC maior que 30) e 15% das crianças entre 5 e 9 anos estão obesas. Além de aumentar a mortalidade, a obesidade pode acarretar inúmeras outras doenças, tais como: diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, aumento de gorduras no sangue, problemas articulares, alguns tipos de câncer, apneia do sono, etc.

A principal causa para este aumento na prevalência da obesidade é a mudança do estilo de vida propiciado pela vida moderna, como a diminuição de atividade física e a fartura de alimentos industrializados.

O tratamento deve ser baseado em melhores cuidados com a alimentação associados a uma rotina de atividade física e, em casos determinados, o uso de medicações que ajudem a diminuir o apetite e aumentar a saciedade.

Durante todo o tratamento, se faz necessário, tanto pelo médico como pelo paciente, encontrar e reverter os fatores iniciais que levaram ao ganho ponderal, para que possa ser feita uma reeducação alimentar, afim de que a perda de peso seja mantida. No caso de falência terapêutica, a cirurgia bariátrica também é uma opção de tratamento.

Fonte: SBEM e IBGE.

NÓDULOS DE TIREÓIDE

A tireóide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço e é responsável por formar e secretar os hormônios tireoideanos (T3 e T4), que agem regulando a função de diversos órgãos (coração, músculos, cérebro, entre outros). Nela podem ocorrer problemas referentes à função (aumento ou diminuição da produção dos hormônios) ou à estrutura (nódulos, cistos e cânceres).

Os nódulos tireoideanos são achados muito comuns nas ecografias, presentes em 20 e 75% da população, variando muito dentre faixas etárias e localidades. São mais comuns em mulheres, idosos, moradores de regiões com deficiência de iodo e pacientes com história de exposição à radiação. Ainda que várias teorias sobre o que causa a formação dos nódulos tenham sido propostas, nenhuma foi comprovada.

A extrema maioria dos nódulos são benignos (90 a 95%), e é papel do endocrinologista rastrear os 5-10% que são cânceres. Para isso, dependendo do tamanho e das características que os nódulos apresentam na ecografia, pode se fazer necessária uma biópsia (punção aspirativa por agulha fina) para análise do seu conteúdo.

Se, a partir da biópsia, houver a suspeita de câncer ou se a benignidade não puder ser comprovada, o paciente pode ser submetido à cirurgia de retirada de parte ou de toda a glândula. Dependendo da extensão da cirurgia, pode haver a necessidade de suplementação de hormônio tireoideano para toda a vida, por isso, deve-se manter o acompanhamento com o endocrinologista.

Drª Eline Dias Pereira

Médica Endocrinologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM 37.056, RQE 30.911)

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