Clínica Dom Guanella

Exame ocular em bebês com conforto, segurança e tranquilidade

Os olhos têm uma estrutura delicada, o que naturalmente inspira nas mães o medo de levar seus bebês ao exame oftalmológico, muitas vezes até considerado invasivo. Mas a verdade é que os procedimentos são realmente seguros.
Faz parte da prática oftalmológica uma série de manobras e técnicas para a realização de exames em crianças com menos de dois anos de forma eficiente, simples e confortável.
O principal objetivo durante a consulta é que paciente e mãe possam se sentir tranquilos, assim o diagnóstico terá qualidade e precisão.
Portanto, é fundamental que a mãe vença seus receios confiando nas manobras, técnicas e na tecnologia empregada em oftalmopediatria. Tudo isso está disponível para que as crianças tenham acesso aos exames oftalmológicos o mais cedo possível com a tecnologia mais próxima daquela empregada para o adulto, pois a prevenção e o diagnóstico precoce podem definir a saúde da visão por toda a vida.
Não espere seu filho reclamar de dificuldades para enxergar.
Toda criança deve ser avaliada por um médico oftalmologista, entre seis e 12 meses de vida ou antes, se os pais, familiares ou pediatra perceberem qualquer comprometimento ocular.
Os próximos exames oftalmológicos devem ser feitos anualmente e durante toda a infância e adolescência, como forma de prevenção.
É essencial lembrar que muitas doenças oculares da infância só tem tratamento efetivo antes dos 7 anos.
Dra Marindia Graciolli
Oftalmologista
CRM 38533

Uma Breve Crônica sobre a Cirurgia do Nariz

A Rinoplastia como procedimento cirúrgico é muito antiga, ancestral. Encontram-se registros de intervenções no nariz no Egito antigo e na Índia antiga, onde a punição para o adultério era a amputação total do nariz, o que excluía a pessoa do convívio social e também mostrava a importância que a aparência física teve, desde sempre, para os seres humanos. Nesse período eram procedimentos meramente reconstrutivos, sem a preocupação estética de hoje.
Mas é recente, na história da medicina, a possibilidade de realizar cirurgias eletivas. O paciente poder decidir: quero fazer uma cirurgia para corrigir algo que não gosto, que hoje é tão corriqueiro, é coisa de 60-70 anos para cá.
Até a segunda guerra mundial, morriam mais pacientes em centros cirúrgicos que nos fronts de batalha.
Era preciso resolver o problema das infecções e da dor para aumentar a segurança das intervenções. Isso ocorreu com a descoberta dos antibióticos, que começaram com a penicilina em 1926, e o controle da dor, com o desenvolvimento da anestesia e das drogas anestésicas, que tiveram um acelerado aperfeiçoamento a partir da década de 1960-1970. Controladas as infecções e adquirida relativa segurança na anestesia surgiu então uma nova possibilidade: a OPÇÃO pela correção cirúrgica de algo que incomodava o paciente.

A vaidade humana sempre existiu. Tratamentos cosméticos e tentativas de melhorar a aparência, seja por meio de produtos como cremes, vestuário, tratamentos para cabelos etc, etc e etc, sempre acompanharam a evolução humana. E, a partir da segunda metade do século XX, a cirurgia passou a ser mais uma aliada da vaidade humana. Se tornara segura e era eficaz.

Faltava apenas o treinamento humano dos cirurgiões diante desse novo leque de possibilidades, o que foi ocorrendo ao longo dos últimos 50 anos com grande velocidade, uma vez que nesse tempo, as comunicações também se aperfeiçoaram. Se hoje falamos e trocamos informações em tempo real, há 100 anos, uma carta levava 3 meses para chegar ao destino e mais 3 para voltar, o que dificultava a troca de experiência entre os profissionais.
Apenas que cirurgia é ofício que não se aprende nos livros, é aprendizado passado de cirurgião para cirurgião. Em serviços de residência médica e em cursos práticos. E, claro, pela prática e aperfeiçoamento constante do próprio profissional.

A rinoplastia é considerada a mais difícil das cirurgias, por uma série de particularidades específicas do nariz. A união de osso e cartilagem no mesmo órgão, as variações da espessura da pele de cada paciente, a cicatrização que é diferente entre as pessoas, o fato de ser órgão central na face entre outras características únicas.

Mas, a partir da possibilidade real estar disponível, o desafio estava lançado, e mais e mais médicos se dedicaram à rinoplastia, o que levou ao aperfeiçoamento das técnicas e a resultados melhores e mais controlados.

E, uma vez que os cirurgiões estavam mais confiantes e os procedimentos mais seguros, foram surgindo desafios até bem pouco tempo atrás inimagináveis. Quando se podia fazer uma rinoplastia e quando não se devia. Uma menina de 12 anos insatisfeita com o nariz pode optar pela cirurgia ou ainda é cedo? Uma senhora de 80 anos que resolva se permitir uma melhora estética pode fazer a correção cirúrgica do nariz? Um menino de 7 anos que sofreu um acidente de carro com fratura nasal, faz a correção estética quando?

Esses são, hoje, os limites a serem testados na cirurgia do nariz: qual a idade mais precoce e qual a idade mais avançada que são, eticamente, passíveis de serem submetidos à rinoplastia por desejo dos pacientes. Eu diria, depois de vinte anos de dedicação exclusiva à prática, que depende. Cada paciente precisa ser avaliado individualmente, no conjunto das suas capacidades e possibilidades antes de tomarmos a decisão.

Mas eu tive, nos últimos 30 dias dois casos bastante ilustrativos que me fizeram escrever essa pequena crônica sobre a rinoplastia. A vida me presenteou com essas duas belas histórias humanas.

Um menino de 16 anos com um nariz esteticamente feio e não funcional. Tanto lhe incomodava o aspecto do seu nariz que suas fotos em redes sociais eram com a mão sobre o nariz, tapando o mesmo, tentando usar de irreverência para disfarçar um incômodo e enfrentar o mundo. Era claro que sofria com isso. Era claro que isso lhe causaria dificuldades de desempenho social e profissional, numa civilização que sempre confundiu o aspecto físico com caráter ou capacidade técnica.

Não é à toa que a branca de neve é bonita e a bruxa má tem o nariz ‘de bruxa’. Não é à toa que o corcunda de Notre Dame tem aspecto desagradável e o bandido chama-se João Bafo de Onça. Que o Pinocchio ficava com o nariz grande quando fazia coisas erradas. Os humanos sempre consideraram, desde tempos imemoriais, o mais bonito o melhor.

Operamos o rapaz aos 16 porque o conheci aos 16, mas teria lhe operado com 12-13 se tivesse me sido apresentado seu drama pessoal nessa idade.

Uma senhora de 77 anos que sonhou a vida inteira em corrigir um aspecto do seu nariz que lhe desagradava bastante e resolve fazer a rinoplastia? Uma senhora animada, lúcida, vaidosa, bonita, saudável. Uma senhora que fazia secretos testes com prendedores de roupa para ver como ficaria o seu nariz caso fosse como ela gostaria. Quem sou eu para fazer considerações? Para dizer que já não é mais tempo para isso? Quem sou eu para diluir ânimos? Nesse caso específico, tive a meu favor o fato da filha da senhora ser enfermeira e minha amiga, o que me permitiu discutir com ela antes do procedimento sobre a ideia da mãe. Ela de pronto me encorajou. E não só me encorajou como me disse que, realmente, a mãe estava realizando um sonho muito antigo com essa cirurgia. Fiz a cirurgia, como a realizaria se essa mesma paciente se apresentasse, nessas mesmas condições, para mim, aos 87 anos. Talvez chegará o dia em que se realizará com 97, não sei, mas presumo que sim.

Afinal, posso eu, médico, frear ímpetos de vaidade em pacientes lúcidos e saudáveis o suficiente para se submeterem a procedimentos cirúrgicos? Posso eu impor a um adolescente que enfrente o cruel mundo juvenil com um defeito que lhe incomoda e para o qual exista uma solução possível?

Andava há muito fascinado por esses dois limites extremos da minha prática, que, na minha imaginação, se apresentariam mais cedo ou mais tarde: o quão cedo fazer e até que idade fazer a rinoplastia. Gosto daquilo à que me dedico, me senti gratificado pela oportunidade que o acaso me ofereceu.

E se aparecer um ainda mais jovem? Alguém com ainda mais idade? Bom, cada caso precisa ser avaliado individualmente, com o melhor senso possível. Mas o que não podemos é sonegar uma solução estética que exista para alguém que queira e nós julguemos que possa se beneficiar, independente da idade que tenha.

Hoje, mais do que nunca na história da civilização humana, a aparência é importante no desempenho das nossas atividades sociais, profissionais e no nosso desenvolvimento emocional e afetivo, de auto-estima. Não se deve tratar questões estéticas com menos afinco com que se tratam as questões de saúde e de doenças físicas.

Dr. Sergio Stangler  – CRM 21.834 – Otorrinolaringologista

 

ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS NO EMAGRECIMENTO

Hoje vamos falar sobre emagrecimento saudável e definitivo, através da reeducação alimentar.

As estatísticas mostram que cerca de 30% da população brasileira apresenta sobrepeso ou obesidade e a cada dia surgem mais e mais propagandas de dietas e/ou produtos que prometem combater os quilinhos extras sem que tenhamos que fazer muitos sacrifícios. Dieta da proteína, dieta das frutas, dieta das sopas, dieta do tipo sanguíneo, dieta com shakes, dieta de sucos e por ai vai. Tudo é válido na tentativa de alcançar um padrão de beleza corporal imposto pela mídia.

As promessas até se cumprem, o indivíduo perde peso fácil e fica feliz. No entanto, os resultados duram pouco tempo, pois no momento em que a pessoa para de seguir uma determinada dieta ou para de consumir um determinado produto e volta à rotina habitual, começa a engordar novamente, retomando seu peso antigo ou até aumentando mais.

O emagrecimento de sucesso só acontece através da mudança de hábitos!

Os hábitos são formados pela repetição sequencial de um mesmo comportamento, porém, antes de haver esta mudança de comportamento, ocorre um pensamento que nos transmite um sentimento e depois sim nos leva a ação. Portanto, para mudarmos devemos pensar sobre o que queremos mudar e como fazer para que isto aconteça. O constante exercício de pensarmos nisto nos gera um sentimento de vontade de mudar e assim nos impulsiona a agirmos para isso. Só assim surge um novo hábito!

O culto ao corpo e os padrões impostos pela mídia levam as pessoas a procurarem métodos não saudáveis de emagrecimento, gerando deficiências nutricionais por não seguirem um cardápio balanceado.

A nutrição zela não só pela beleza física das pessoas, mas principalmente por sua saúde. Costumo sempre dizer, não deixe de comer, não passe fome, apenas coma certo! Sabendo escolher os alimentos podemos nos deliciar com uma saborosa e vasta refeição e ainda sim perder peso, ou melhor, perder gordura, que na realidade é o que almejamos, remover aquelas gordurinhas indesejadas!

Para entendermos o que significa dieta balanceada, devemos conhecer as substâncias presentes nos alimentos e compreender a função que cada uma delas exerce em nosso organismo.

Os alimentos são formados por substâncias chamadas de nutrientes. São eles: carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais e outras que não são classificadas como nutriente, mas que exercem uma função muito importante também. São elas: as fibras, água e outras substâncias como os antioxidantes, etc.

Os carboidratos estão presentes em maior quantidade em alimentos como as batatas, milho, arroz, aipim, polenta, pães, biscoitos, macarrão, farinhas, produtos feitos com estes ingredientes, etc. Sua função é gerar energia para que possamos desenvolver nossas funções do dia a dia. Existem tipos de carboidratos diferentes, os ditos refinados que possuem uma digestão rápida, gerando energia em uma velocidade acelerada. São eles: açúcares em geral (refinado, mascavo, demerara), mel, melado, arroz branco, batata inglesa, aipim, inhame, macarrão, produtos feitos com estes ingredientes, etc. E os ditos integrais, que possuem fibra, na sua composição, retardam a digestão, nos dão mais saciedade e diminuem a velocidade com que a energia é produzida.

Para mantermos o peso em dia e não acumularmos tanta gordura, devemos consumir alimentos ricos em carboidratos integrais, controlando também as quantidades ingeridas, pois assim nosso corpo produz energia aos pouco e damos conta de gastar em nossas atividades diárias. São eles: aveia, amaranto, quinua, batata doce, milho, macarrão integral, arroz integral, etc.

Outro nutriente presente nos alimentos são as proteínas, encontradas nas carnes em geral, ovos, peixes, leite e derivados, feijões, lentilha, ervilha, grão de bico, nozes, castanhas, amêndoas, etc. Possuem função construtora, formam a pele, cabelo, unhas, enfim, todos os tecidos do nosso corpo. São os tijolos da nossa construção! Devemos escolher versões mais magras de alimentos ricos neste nutriente, como carnes de gado magras (patinho, coxão de dentro, coxão de fora, alcatra, músculo), peito de frango ou outros cortes sem pele, peixes e laticínios semidesnatados. Devemos também não exagerar no consumo da carne vermelha, comer 2 a 3 x na semana. Já os ovos são bem vindos diariamente, até mais de uma unidade ao dia. Os mesmos possuem substâncias ótimas para o funcionamento do cérebro.

Também encontramos nos alimentos o nutriente chamado gordura. Sua função é gerar energia, manter o corpo aquecido e é utilizada na produção de diversos hormônios do corpo. Portanto, deve estar presente na dieta sim! Basta sabermos escolher o melhor tipo.

Existem vários tipos de gorduras: Monoinsaturada, presente no azeite de oliva, abacate, nozes, castanhas, gergelim, amendoim, etc. Elas são muito saudáveis e contribuem para o melhor funcionamento do sistema cardiovascular. Devemos priorizá-la em nossa alimentação. Outra gordura é a poliinsatura, presente nos óleos de soja, milho, canola, girassol, maioneses e outros produtos feitos com estes óleos. Este tipo de gordura deve ser consumida com moderação. Usar o mínimo possível ao preparar um determinado alimento, evitar frituras, observar o teor de gordura nos alimentos industrializados, etc. Também existe a gordura saturada, presente nas carnes e laticínios integrais, bem como a gordura trans, presente na margarina, sorvete, biscoito recheado, macarrão instantâneo, etc. A gordura saturada deve ser consumida com muita cautela, pois contribui para o entupimento dos vasos sanguíneos. Já a gordura trans é a maior vilã dentre todas, pois fica rolando de um lado para outro no organismo sem utilidade, proporcionando diversos processos inflamatórios os quais contribuem para o surgimento de doenças presentes na vida de várias pessoas nos dias atuais.

Já as vitaminas e minerais, são nutrientes com papel importantíssimo em nosso corpo. Estão presentes em abundância nas frutas, verduras, legumes, cereais integrais como aveia, e ostras sementes como linhaça, chia, quinua, etc. São as vitaminas e minerais quem regulam todos os processos que ocorrem dentro de nós. Fazem a chamada manutenção da nossa fantástica maquina humana. Pensem em um carro, o que aconteceria se apenas nos preocupássemos em abastecer com combustível? Já pensaram se não nos importássemos com o tipo de combustível, com a calibragem dos pneus, com a troca do óleo, com a manutenção da mecânica? Certamente uma hora ele iria apresentar problemas de funcionamento e iria pifar. E olha que isso não levaria muito tempo para acontecer. Pois é, com o nosso corpo isso não é diferente. Portanto, devemos manter estes alimentos diariamente em nossos cardápios e mais de uma vez ao dia. Comam frutas 3 x no dia e verduras e legumes no almoço  e no jantar (em quantidades maiores do que os outros itens desta refeição). Além de possuírem inúmeros benefícios nutricionais, os legumes, verduras e frutas, nos dão saciedade e evitam um maior consumo de outros alimentos mais calóricos que nos fazem engordar.

Outra substância não considerada nutriente, mas com tanta importância quanto para o nosso corpo são as fibras, encontradas nos alimentos preparados com farinhas integrais (pães, bolos, massas, biscoitos, etc), no arroz integral, nas frutas, legumes, verduras, nas sementes como chia, linhaça, quinua, semente de girassol, etc. As fibras nos dão mais saciedade, evitando comermos mais do que o devido, alimentam as bactérias boas que moram no nosso intestino, melhorando o seu funcionamento e auxiliam na eliminação de toxinas, fazendo aquela faxina no organismo.

E por fim, como não falar da água, substância presente em abundância dentro do nosso corpo. Cerca de 70% de nossa composição corporal é formada por água. Contribui muito na limpeza do organismo, mantém a integridade dos rins, auxilia no funcionamento do intestino, contribui no processo de emagrecimento, etc. Você pode fazer um cálculo fácil e rápido para saber quanto é a sua quantidade de água ideal para o dia, basta multiplicar o seu peso por 35, que é a quantidade correspondente em ml que um adulto precisa ingerir por kg de peso corporal. Para cada faixa etária existe uma recomendação diferente.

Bom, agora que você já conhece um pouco mais sobre os alimentos, basta colocar as orientações em prática. Lembrando que para todos os alimentos existem porções estabelecidas e devemos ajustar as quantidades de acordo com a necessidade de cada pessoa.

Agende seu horário com nossa nutricionista e venha conhecer tudo o que a nutrição pode fazer por você.

Nutricionista Fernanda Santos – CRN2 10283

CANDIDÍASE VULVOVAGINAL

A candidíase vulvovaginal não deve ser considerada uma doença sexualmente transmissível. Sua incidência é maior em adultos, tendo um pico próximo aos 20 anos. Estima-se que 75% das mulheres apresentarão pelo menos um episódio de vulvovaginite fúngica durante a idade reprodutiva e cerca de 5 a 8% irão apresentar infecções de repetição.

Como fatores predisponentes para o desenvolvimento da candidíase podemos apontar: gestação, diabete, contato oral-genital, uso de estrogênios em altas doses, anticoncepcionais orais (ACOs), antibióticos, espermicidas e diafragma ou DIU.

O diagnóstico é feito pelo médico em consulta com relato dos sintomas  pela paciente e exame físisco com os seguintes achados:  presença de prurido intenso, edema de vulva e/ou vagina e secreção esbranquiçada e grumosa. A principal queixa é corrimento branco  com grumos acompanhada ou não de prurido (coceira) vulvar e/ou vaginal intenso; ardência para urinar  pode estar presente.  O exame cultural em meio específico também pode ser utilizado, especialmente nos casos de recidiva ou de resistência aos tratamentos usuais.

O tratamento está indicado para alívio das pacientes sintomáticas. Até 10 a 20% das mulheres em idade reprodutiva são assintomáticas e não requerem tratamento. O tratamento pode variar desde uso oral (dose única, 5 ou 7 dias) ou tópico de 3 a 14 dias, dependendo do fármaco utilizado e/ou do quadro clínico apresentado. Gestantes não podem tomar antifúngicos via oral.

SEMPRE QUE APRESENTAR CORRIMENTO COM SINTOMAS VÁ AO MÉDICO PARA SER EXAMINADA; NÃO SE AUTOMEDIQUE POIS EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE CORRIMENTO.

Dra. Anna Manoela de Holleben Bicca – Ginecologista e Obstetra – CRM/RS 38.597

 

 

Liberação Miofascial

A liberação miofascial é uma técnica do método americano
Rolfing®, que consiste na mobilização profunda do tecido conjuntivo, em
especial das fáscias.

Fáscia é um tecido conjuntivo, composto por colágeno e elastina, que
envolve cada músculo e grupo muscular, além de ossos, nervos, vasos
sanguíneos e órgãos do corpo. A fáscia ajuda a manter a força muscular,
pois ajuda o músculo a contrair mais eficientemente. Outra função é
contribuir para um fácil deslizamento dos músculos entre si transmitindo,
assim, tensões mecânicas geradas pela atividade muscular e reduzindo a
fricção. É rica em neurônios sensoriais e desempenha um papel vital na
geração de respostas proprioceptivas e de dor, por isso qualquer alteração
na fáscia pode criar alterações no movimento de deslizamento entre o
músculo e a fáscia tornando essa fáscia fixa em uma posição, que é
conhecida como restrição miofascial. Essa restrição produz diminuição do
movimento corporal e dor.

As técnicas de liberação miofasciais liberam sensivelmente as
tensões e dores musculares crônicas, proporcionando alívio de dores,
relaxamento muscular, maior mobilidade articular, mais liberdade na
execução dos movimentos, melhora na capacidade de contração muscular e
agilidade, agindo assim na prevenção de lesões e mudanças nos níveis
físico e emocional.

Estas técnicas podem ser realizadas com ou sem instrumentos, de
forma manual. A liberação miofascial manual envolve o uso de técnicas
como fricção, deslizamento, compressão, alongamento, percussão e
vibração. Já a liberação miofascial com instrumentos pode ser feita com
vários instrumentos, tais como os crochet (ou ganchos), ventosas ou
raspadores IASTM (Instrument-Assisted Soft Tissue Mobilization).

Quer conhecer mais, agende uma avaliação com os fisioterapeutas
Lucas Bender ou Diane Silveira na clínica Dom Guanella.

Dor Lombar

A dor lombar é uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo. Apesar das pesquisas e dos altos investimentos com a saúde, a incapacidade de indivíduos associada a dor lombar continua aumentando. Muitos pacientes ficam preocupados em relação a estas dores, e acabam buscando informações em outros meios para sanar suas dúvidas, ficando ainda mais confusos. Por isso selecionamos as dúvidas mais frequentes.

  • Dor na coluna lombar é normal? Sim, é comum e normal, pois 80% da população mundial sofrerá um episódio de dor lombar em algum momento da sua vida. Ela é considerada um sintoma, e não um diagnóstico. O que não pode acontecer, é perdurar as dores e o paciente não se recuperar. Aí sim deve procurar um profissional qualificado para sua avaliação e tratamento.
  • Existe uma causa para esta dor? A nossa coluna é o centro de equilíbrio do sistema musculoesquelético do ser humano e fornece base para estabilização do seu corpo. Por isso a dor pode estar relacionada a fatores hereditários, traumas diretos ou de repetição, fumo, idade avançada, sedentarismo, atividades de repetição, fatores psicológicos e psicossociais, prática esportiva, entre outros.
  • Preciso realizar um exame de imagem? Na maioria das vezes não é necessário, pois o resultado deste exame pode ser normal, ou ter alterações referentes à idade. Em alguns casos os achados não são resultados da dor lombar, e até alguns pacientes sem sintomas, apresentam alterações no exame. Pode até apresentar a gravidade da sua patologia da coluna, mas nem sempre ele é necessário ou útil, isto não significa que todos os exames de imagem sejam irrelevantes.
  • Devo evitar exercícios? Não, o exercício é aceito e considerado a melhor modalidade para o tratamento da dor lombar. Estudos tem demonstrado grandes benefícios e segurança a longo prazo de vários tipos de exercícios, incluindo treinamento de alta resistência ou cargas.
  • Devo me preocupar quando a dor perdura ou aumenta? O nível de dor experimental é muito raramente proporcional ao nível de lesão presente na coluna vertebral. A dor é muito mais complexa do que isto, e está relacionada às experiências vividas por cada pessoa. Além disso fatores gerais de saúde, crenças, níveis de sono e exercício, todos desempenham partes importantes na quantidade de dor que cada individuo pode experimentar. Não significa que aumentando a dor, o nível de gravidade da patologia tenha aumentado.
  • Devo fazer repouso? Embora alguns movimentos se tornem desconfortáveis para quem tem alguma alteração na coluna vertebral, retornar ao trabalho assim que for possível é a melhor recuperação e prevenção da recorrência do que o repouso absoluto. O repouso exagerado pode aumentar a dor, ao invés de proteger a coluna.
  • Hérnia de disco tem cura? As pessoas melhoram a dor, voltam a ter uma vida normal na maioria das vezes, mas isso não quer dizer que a hérnia deixa de existir. A presença da Hérnia de disco inclusive pode não estar relacionada à dor. Mas mesmo que esteja, é um acometimento onde 95% dos pacientes voltam à vida normal, sem necessidade de cirurgia, desde que seja bem tratado e orientado. Poderá voltar ao trabalho, praticar seu esporte preferido, ter vida normal, sem dor.
  • Devo fazer cirurgia? Raramente. Apenas 5% dos casos de dor lombar devem ser tratados com cirurgia. Pois, os resultados de um tratamento adequado, faz com que as pessoas se mantenham ativas, desenvolvendo uma melhor compreensão a respeito do significado de dor, e identificando os fatores envolvidos na sua dor. Em média, os resultados de cirurgia de coluna, a médio e longo prazo, não são melhores do que intervenções não-cirúrgicas, como o exercício físico.

Procure um profissional capacitado, e seja feliz com a coluna que você tem, sem dor.

Diane Matos da Silveira

Fisioterapeuta

Pós graduada em traumato ortopedia clínica

Mestre em biociências e reabilitação

 

NÓDULOS DE TIREÓIDE

A tireóide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço e é responsável por formar e secretar os hormônios tireoideanos (T3 e T4), que agem regulando a função de diversos órgãos (coração, músculos, cérebro, entre outros). Nela podem ocorrer problemas referentes à função (aumento ou diminuição da produção dos hormônios) ou à estrutura (nódulos, cistos e cânceres).

Os nódulos tireoideanos são achados muito comuns nas ecografias, presentes em 20 e 75% da população, variando muito dentre faixas etárias e localidades. São mais comuns em mulheres, idosos, moradores de regiões com deficiência de iodo e pacientes com história de exposição à radiação. Ainda que várias teorias sobre o que causa a formação dos nódulos tenham sido propostas, nenhuma foi comprovada.

A extrema maioria dos nódulos são benignos (90 a 95%), e é papel do endocrinologista rastrear os 5-10% que são cânceres. Para isso, dependendo do tamanho e das características que os nódulos apresentam na ecografia, pode se fazer necessária uma biópsia (punção aspirativa por agulha fina) para análise do seu conteúdo.

Se, a partir da biópsia, houver a suspeita de câncer ou se a benignidade não puder ser comprovada, o paciente pode ser submetido à cirurgia de retirada de parte ou de toda a glândula. Dependendo da extensão da cirurgia, pode haver a necessidade de suplementação de hormônio tireoideano para toda a vida, por isso, deve-se manter o acompanhamento com o endocrinologista.

Drª Eline Dias Pereira

Médica Endocrinologista, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (CRM 37.056, RQE 30.911)

Harmonização facial

Desvendando os códigos para o rejuvenescimento

O que é harmonização facial?

O conceito de um rosto bonito tem se modificado ao longo do tempo, com as pessoas valorizando muito mais a questão da harmonia facial do que a de um rosto com traços perfeitos. Existem vários estudos que apontam para a harmonia facial, e o mais falado deles é o estudo da “Proporção Áurea”, uma fórmula matemática utilizada em vários campos, como o das artes, que atua de maneira subliminar no senso estético da pessoa que está apreciando uma obra em geral ou até mesmo um rosto em particular.

 

Perda de volume

A perda de volume é um componente fundamental no processo do envelhecimento facial, considerando-se que uma pessoa jovem exibe volumes e contornos bem definidos que se combinam harmonicamente. Os fatores que contribuem para o envelhecimento facial se referem, por exemplo, à perda de gordura e à remodelação óssea.

 

Os primeiros sinais do envelhecimento facial aparecem nos olhos (ficam mais fundos) e nos sulcos do canto da boca. Em pessoas jovens, a harmonização é feita em apenas um ponto de sustentação, com os pontos aumentando com o decorrer da idade. Essa técnica foi desenvolvida para reforçar a percepção de que cada unidade estética facial (por exemplo, bochecha, queixo, lábios…) compreende subunidades que irão recriar uma arquitetura facial mais natural e desejável para nossos pacientes.

 

Como é feita a harmonização facial?

A partir da harmonização facial, conseguimos sistematizar os planos de tratamento e entender melhor a complexidade da face humana com reposição de ácido hialurônico em locais específicos. O ácido hialurônico é uma substância produzida pelo nosso organismo e, consequentemente, absorvida naturalmente pelo corpo. Alguns dos locais indicados para restaurar o volume e proporcionar o suporte ósseo com reposição de ácido hialurônico são:

  • Terço Médio: olheira, bochecha, arco zigomático (“top model look”);
  • Terço Inferior: contorno facial, queixo.

Para fornecer correções adequadas às mudanças decorrentes do envelhecimento no rosto dos pacientes, cabe ao dermatologista planejar uma abordagem que atenda cada um com base em sua necessidade individual. Sendo assim, o belo nem sempre é simétrico, mas pode ser harmônico, ou seja, proporcional.

 

 

Dra. Gabrielle Adames

Dermatologista

CRM:36153 RQE:31040

www.gabrielleadames.com.br

@gabrielleadamesdermato

CIRURGIA PLÁSTICA – DUAL PLANE

DUAL PLANE

O plano duplo para prótese de mama

A mamoplastia de aumento, ou “cirurgia de prótese de mama” como é mais conhecida,
apesar de muitas vezes abordada como um procedimento simples, apresenta inúmeras
nuances técnicas, as quais influenciam diretamente no seu resultado final. Longos anos
de evolução desta cirurgia, permitiram que essas variações fossem modificadas,
estudadas e avaliadas, buscando sempre os melhores e mais duradouros resultados.
A técnica conhecida como Dual Plane (plano duplo), resultou desta evolução das
técnicas, buscando maior naturalidade e durabilidade de resultados ao longo prazo.

Mas afinal, o que é este plano duplo? E qual o motivo para a sua utilização?

Inicialmente, para esclarecermos como funciona esta técnica, é necessária uma breve
explicação dos outros planos utilizados, algumas de suas vantagens e desvantagens para
que possamos compreender o porquê do dual plane.

Quando falamos em plano nas técnicas de mamoplastia de aumento, nos referimos à
posição em que a prótese de silicone é colocada em relação aos limites anatômicos da
mama. Ou seja, se a prótese é colocada em plano subglandular ou submuscular.

Uma prótese subglandular, é colocada logo abaixo da glândula mamária e logo acima do
músculo peitoral maior. Em geral, é a posição mais comum de se colocar o implante
mamário, pois alcança excelentes resultados em pacientes que já apresentam algum
volume de glândula mamária. No entanto, quando temos uma paciente muito magra e
que apresente um volume glandular muito pequeno, podem surgir alguns problemas
com esta técnica, principalmente ao longo prazo. Isto ocorre porque ao colocarmos uma
prótese logo abaixo da glândula nesses casos, não haverá tecido glandular (e nem tecido
gorduroso) suficiente para cobri-la. Além disso, uma tendência natural é a atrofia, tanto
da gordura subcutânea quanto da glândula ao longo dos anos, causada pela pressão da
prótese nesses tecidos. Dessa forma, o resultado é a evidência dos contornos da
prótese, mais marcados na porção superior e medial (no meio das mamas) em curto
prazo e uma possível evidência de todos os contornos da prótese (inclusive de seus
relevos = rippling) através da pele ao longo prazo.

A prótese submuscular, como o nome já diz, é colocada abaixo do músculo peitoral
maior. Dessa forma, alcança-se uma melhor cobertura para os implantes, pois teremos,
além da pele, da gordura e da glândula, o músculo acima dela. Sendo assim, as
desvantagens acima citadas da prótese subglandular em pacientes muito magras são
contornadas nesta técnica. No entanto, existem desvantagens na utilização deste plano
que limitam o seu uso. Um implante submuscular fica mais sujeito à dinâmica do
músculo que o está cobrindo do que da glândula mamária. Assim, podemos ter uma
prótese que visivelmente irá se movimentar com a contração do músculo peitoral maior,
elevando sua posição, enquanto a glândula mamária permanece imóvel com esta atividade.

Além disso, ao longo prazo, a prótese pode não acompanhar a tendência da
“queda” (ptose) da mama, sendo mantida em sua posição pelo músculo enquanto a
mama assume uma posição mais inferior, dando um aspecto desagradável aos seios.
A utilização da posição em plano duplo dos implantes mamários, surgiu com o objetivo
de utilizar as vantagens das duas técnicas citadas acima e contornar as suas
desvantagens ao mesmo tempo.

Para atingir os seus objetivos, a cirurgia é realizada criando-se um espaço para colocação
da prótese abaixo do músculo peitoral maior. No entanto, diferente da técnica
submuscular, a inserção (ponto de fixação) deste músculo no sulco inframamário
(abaixo da mama) é totalmente liberado. O resultado disto é que a borda mais inferior
do músculo sobe, de modo a cobrir apenas a porção superior da prótese, permitindo
que sua porção inferior fique em contato com a glândula mamária (subglandular). Desta
forma, a região da mama que possui menor quantidade de glândula e gordura para
cobrir a prótese (superior e medial) terá a contribuição da cobertura do músculo sobre
a prótese, sem que essa cobertura muscular se estenda até a porção inferior da prótese.

Em resumo, as vantagens principais dessa cobertura heterogênea sobre o implante são
as seguintes:

• O músculo cobrirá as regiões mais prováveis de se tornarem visíveis da prótese
se ela estivesse em posição subglandular (ou seja, sua porção superior e medial).
Isso resulta também em uma transição mais natural entre tórax e o polo superior
da mama.

• O músculo, não se estendendo até a porção inferior da prótese, não poderá
movimentá-la durante sua contração, como poderia ocorrer em plano
submuscular.

• A prótese terá a tendência a seguir a “queda” natural das mamas, seguindo a
dinâmica natural da glândula mamária, e não do músculo.

Dentro da técnica dual plane, existem variações, classificadas em tipos I, II e III. Esta
classificação se baseia no quanto será necessário elevar a posição da borda inferior do
músculo, sendo indicada de acordo com as características e medidas individuais das
mamas de cada paciente.

Uma preocupação esperada e natural das pacientes é a intensidade da dor no pós-
operatório da cirurgia. Existe a ideia de que a posição em plano duplo, por descolar o músculo peitoral,cause mais dor do que a técnica subglandular. Entretanto, por ser um procedimento com tendência a apresentar menos sangramento e descolamento tecidual mais simples do que a subglandular, a dor no pós-operatório é reduzida,
permitindo uma recuperação confortável para as pacientes.

Outra dúvida comum entre as pacientes, após compreenderem o procedimento, é
quanto às possíveis sequelas funcionais que esta liberação do músculo pode causar.
Assim, é importante perceber que a liberação do músculo ocorre apenas no sulco abaixo
da mama, preservando-se sua inserção na clavícula e esterno (ossos da região torácica).

Dessa forma, o músculo peitoral ao se contrair continuará com suas funções preservadas
e inalteradas.

Por fim, sempre é importante lembrar que cada técnica possui suas indicações
específicas, de modo que não existe uma técnica aplicável para todos os casos. A
avaliação individualizada de cada paciente e a indicação mais adequada da técnica a ser
usada irá depender de inúmeros fatores que serão avaliados pelo seu Cirurgião Plástico.

Dr. Lourenço Senandes (CREMERS 33773 / RQE 28844)
Cirurgião Plástico Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

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